9 de setembro de 2013

Sozinho

                                                                                                                                                                                            Eu estava em meu quarto, e dava para ouvir minha mãe conversando com alguém por telefone: “[...] ele gosta de ficar sozinho, no meio de todos aqueles livros. Tem alguns poucos amigos, mas são todos uns doidos e vagabundos. Fala que sente prazer na solidão. Parece que é indiferente em relação à maior parte das pessoas. Se isso me deixa preocupada?! Claro que sim! Mas espero que com o tempo ele mude, e perceba que o mundo é bonito, que nem todas as pessoas são horríveis e blá blá blá [...]”.
Depois disso ainda consegui ouvi-la falar sobre o preço da batata. E aí, não escutei mais nada. Levantei da cama, fui até o espelho do guarda-roupa, e fiquei me olhando. Depois voltei a deitar, mergulhado na escuridão. Fiquei um bom tempo tentando lembrar o nome de uma garota por quem eu era apaixonado quando estava na segunda série...então, dormi.
(Lucas Kalleb) 

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