Preciso assassinar o silêncio. Preciso, preciso mesmo. E logo.
Querer/poder; necessitar/ter.
Quanta lonjura, porra!
Sábado passado pedi para um vizinho fã
de Tecno Melody
colocar o volume no máximo. Ele abriu
um sorrisão, disse "Prajá, doutor" e
correu para aumentar o som. Não
funcionou: o silêncio não foi embora.
Domingo fui à Praça da República e me
embrenhei naquela
multidão do arraial do Pavulagem que
sempre me assustou e nada: o silêncio intocável ficou me olhando
impassível.
O maldito silêncio da ausência de quem
não se despediu.
(Lucas Kalleb)
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